Gamevolution

Fonte: http://www.molleindustria.org/en

THE FREE CULTURE GAME
The Free Culture Game is a game about the struggle between free culture and copyright. Create and defend the common knowledge from the vectorial class. Liberate the passive consumers from the domain of the market.

INTRO

We can no longer consider videogaming as a marginal element of our everyday lives. In recent years, the turnover of the videogame industry has exceeded that of cinema, and there are a growing number of adult and female players. There are more frequent overlaps with other media: there are videogames for advertisements (advergames), for educational purposes and for electoral propaganda. space invadersHow did videogames become such a central element of the mediascape? During the second half of the nineties, major entertainment corporations extended their activities in this sector and extinguished or absorbed small producers.
Now videogames are an integral part of the global cultural industry, and they are in a strategic position in the ongoing processes of media convergence. These developments inhibit the political and artistic emancipation of this medium: every code line is written for the profit of a big corporation.

One solution: Gamevolution!
We believe that the explosive slogan that spread quickly after the Anti-WTO demostrations in Seattle, “Don’t hate the media, become the media,” applies to this medium. We can free videogames from the “dictatorship of entertainment”, using them instead to describe pressing social needs, and to express our feelings or ideas just as we do in other forms of art. But if we want to express an alternative to dominant forms of gameplay we must rethink game genres, styles and languages. The ideology of a game resides in its rules, in its invisible mechanics, and not only in its narrative parts. That’s why a global renewal of this medium will be anything but easy.

Aprendendo Física Subatômica jogando videogame

“Durante o último século, as experiências realizadas em diversos aceleradores de partículas foram capazes de ampliar e aprofundar nossa visão sobre o interior da matéria. Hoje sabemos que prótons e nêutrons, que compõem o núcleo atômico, são partículas compostas de quarks, constituintes ainda mais fundamentais. Seis quarks (up, down, strange, charm, bottom, top), seis léptons (elétron, múon, tau e seus três respectivos neutrinos), além das partículas responsáveis pelas interações forte, fraca e eletromagnética (glúon, W, Z e fóton), formam o quadro atual das partículas subatômicas. Esse cenário é muito distinto daquele ensinado hoje em dia nas escolas do ensino médio. A visão que os estudantes possuem da estrutura da matéria permanece estagnada no conceito atômico do início do século passado.
Diminuir essa defasagem de quase um século de conhecimento é uma das tarefas a que se
propõe o SPRACE (“São Paulo Regional Analysis Center” ou Centro Regional de Análise de São Paulo), grupo de pesquisas brasileiro na área de Física Experimental de Altas Energias, que participa dos experimentos do Fermilab (EUA) e do CERN (Suíça). Porém, iniciativas como essa enfrentam um grande desafio: como levar esse tipo de conhecimento para estudantes e público leigo em geral, de uma forma atraente e acessível?
Uma solução encontrada foi a criação de um jogo educativo que permitisse ao jogador aprender os conceitos básicos sobre a composição da matéria através da tarefa de construir partículas subatômicas a partir de seus constituintes mais fundamentais. Reduzido à escala subatômica, o pequeno demiurgo comanda uma nave miniaturizada e tem como uma de suas primeiras missões capturar partículas elementares, usando um sofisticado “campo de energia” e, em seguida, levá-las ao laboratório para que sejam identificadas. Todas as informações obtidas ajudam a calibrar os sensores da nave, que adquire então a capacidade de identificar partículas à distância. Após essas fases iniciais, o jogador estará pronto para executar sua grande missão: aprender a recombinar os quarks em diversas partículas para construir prótons e nêutrons que, por sua vez, deverão ser utilizados para construir núcleos atômicos necessários para a sustentação da vida.
Enquanto se diverte cumprindo essas missões, o jogador acaba aprendendo conceitos de partículas elementares, como léptons e quarks, a composição dos hádrons (principalmente prótons e nêutrons), o conceito de carga de cor e a interação forte que ocorre entre mésons e bárions, o decaimento de partículas e noções de escala subatômica. A grande vantagem de um jogo educativo está no potencial de atrair a atenção de uma grande parcela dos estudantes, associando esse processo de aprendizado a um tipo de entretenimento. Por isso, o jogo educativo do SPRACE foi planejado para priorizar não apenas o conteúdo educativo, mas também o aspecto da diversão, com o objetivo de atrair um público o mais amplo possível, e não apenas entreter uma pequena parcela dos estudantes que já possuam algum interesse especial pelo assunto.”